Paixão: As diversas mortes de Jesus (Lucas 22 e 23)

Introdução A nossa preocupação com toda a situação política e econômica pode nos fazer perder de vista as grandes bênçãos espirituais que já desfrutamos por causa do nosso Senhor Jesus Cristo. A morte de Jesus deveria colocar a nossa vida toda na perspectiva correta, deixando claro o que realmente tem importância fundamental. A morte de Jesus Cristo não é somente importante do ponto de vista pessoal, relacionado à nossa salvação, mas tem uma importância espiritual, cósmica e holística. Todo o cosmos foi e será afetado pela morte do Salvador. Assim, você e eu devemos colocar a nossa lista de importância no lugar devido. Ao mesmo tempo, é possível ler o relato do evangelho e ver o processo de morte de Jesus como um processo envolvendo várias mortes (assim como o processo de morte de Adão também envolveu várias mortes). A morte de Jesus foi muito mais do que um evento bio-fisiológico, mas foi um evento com vários aspectos. É isso que pretendemos destacar ao abordar aqui as diversas mortes de Jesus Cristo.   1 A morte do ser aceito como Messias pelas autoridades religiosas   22.1 Estava próxima a Festa dos Pães Asmos, chamada Páscoa. 2 Preocupavam-se os principais sacerdotes e os escribas em como tirar a vida a Jesus; porque temiam o povo.   Jesus é o Messias. Ele é Deus. Ele sabia desde cedo que seria rejeitado pelos seus (João 1.11). O viver a experiência de rejeição, no entanto, experimentar ser repelido pelos principais líderes religiosos e políticos da nação que se endureciam cada vez mais, certamente foi uma experiência dolorosa para o Senhor. Isso fica claro no suspiro que Jesus dá quando profetiza a queda de Jerusalem.   Lucas 19.42-44 Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos. 43 Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco; 44 e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação.   Essa é a primera das “mortes” apresentadas no capítulo 22. Jesus morreu para a esperança de ser aceito como o Messias por aqueles que deveriam ser os primeiros a reconhecê-lo como Senhor.   2 A morte por meio da traição   22.3 Ora, Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era um dos doze. 4 Este foi entender-se com os principais sacerdotes e os capitães sobre como lhes entregaria a Jesus; 5 então, eles se alegraram e combinaram em lhe dar dinheiro. 6 Judas concordou e buscava uma boa ocasião de lho entregar sem tumulto. 22.19 E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. 20 Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós. 21 Todavia, a mão do traidor está comigo à mesa. 22 Porque o Filho do Homem, na verdade, vai segundo o que está determinado, mas ai daquele por intermédio de quem ele está sendo traído! 23 Então, começaram a indagar entre si quem seria, dentre eles, o que estava para fazer isto. 22.47 Falava ele ainda, quando chegou uma multidão; e um dos doze, o chamado Judas, que vinha à frente deles, aproximou-se de Jesus para o beijar. 48 Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem? 49 Os que estavam ao redor dele, vendo o que ia suceder, perguntaram: Senhor, feriremos à espada? 50 Um deles feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha direita. 51 Mas Jesus acudiu, dizendo: Deixai, basta. E, tocando-lhe a orelha, o curou. 52 Então, dirigindo-se Jesus aos principais sacerdotes, capitães do templo e anciãos que vieram prendê-lo, disse: Saístes com espadas e porretes como para deter um salteador? 53 Diariamente, estando eu convosco no templo, não pusestes as mãos sobre mim. Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas.   Imagine escolher e conviver três anos com uma pessoa, investindo, cuidando, suprindo  e ensinando. Imagine que depois de três anos essa pessoa revela que tudo fora falsidade. Judas foi possuído por Satanás, pois já andava longe e já pertencia às trevas (João 12.6). Ele vendeu Jesus porque o seu amor maior era pelo dinheiro. Ele traiu Jesus com um beijo. Como você se sentiria? A desilusão e a falta de amor reveladas por meio da traição foram uma espécie de morte que o Senhor Jesus suportou por nós. Tendo sido traído, ele é capaz de se compadecer de nós quando somos traídos. 3 A morte de um estilo de vida   14 Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15 E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. 16 Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. 17 E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; 18 pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus.   Por trinta e três anos Jesus viveu na terra entre os homens. Embora essa vida na terra fosse parte de sua humilhação e sofrimento (Lucas 9.41), Jesus desenvolveu um relacionamento muito próximo com seus discípulos, seguidoras e especialmente com os doze. Os último três da vida de Jesus foram anos extremamente intensos de milagres, pregações e, principalmente, relacionamentos. Isso tudo iria acabar e Jesus sabe disso. Ele vai sofrer e seu modo de existência e convivência vai mudar radicalmente. Ele morreu para aquele modo de vida.   4 A morte como mestre   22.24 Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior 22.31 Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! 32 Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos. 33 Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte. 34 Mas Jesus lhe disse: Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces, antes que o galo cante. 22.39 E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. 40 Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação. 41 Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava, 42 dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua. 43 [Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. 44 E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.] 45 Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos, e os achou dormindo de tristeza, 46 e disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação. 22.54 Então, prendendo-o, o levaram e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. 55 E, quando acenderam fogo no meio do pátio e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles. 56 Entrementes, uma criada, vendo-o assentado perto do fogo, fitando-o, disse: Este também estava com ele. 57 Mas Pedro negava, dizendo: Mulher, não o conheço. 58 Pouco depois, vendo-o outro, disse: Também tu és dos tais. Pedro, porém, protestava: Homem, não sou. 59 E, tendo passado cerca de uma hora, outro afirmava, dizendo: Também este, verdadeiramente, estava com ele, porque também é galileu. 60 Mas Pedro insistia: Homem, não compreendo o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. 61 Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. 62 Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente.   Vimos a morte relacionada à traição de Judas Iscariotes. Devemos lembrar, no entanto, que a performance dos demais discípulos nos momentos da crucificação também foi terrível. Os demais discípulos também falharam naquele momento crucial. Em Lucas 22.24, em meio ao anúncios de que seria traído e morto, os discípulos começam uma conferência sobre qual deles é o mais importante! Imagine o sentimento do mestre? Imagine o sentimento de Jesus sabendo que dali há poucos instantes o representante do grupo iria negá-lo quando questionado sobre seu relacionamento com Jesus. Os discípulos falharam até mesmo em ficar acordados para orar junto com o Senhor no seu momento de maior angústia na terra! Naqueles momentos com os seus discípulos, pode-se dizer que Jesus sofreu as mortes da decepção, do abandono e da negação…   5 A morte da reputação, da honra e da popularidade   22.35 A seguir, Jesus lhes perguntou: Quando vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa? Nada, disseram eles. 36 Então, lhes disse: Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma. 37 Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: Ele foi contado com os malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido. 38 Então, lhe disseram: Senhor, eis aqui duas espadas! Respondeu-lhes: Basta! 23.13 Então, reunindo Pilatos os principais sacerdotes, as autoridades e o povo, 14 disse-lhes: Apresentastes-me este homem como agitador do povo; mas, tendo-o interrogado na vossa presença, nada verifiquei contra ele dos crimes de que o acusais. 15 Nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar. É, pois, claro que nada contra ele se verificou digno de morte. 16 Portanto, após castigá-lo, soltá-lo-ei. 17 [E era-lhe forçoso soltar-lhes um detento por ocasião da festa.] 18 Toda a multidão, porém, gritava: Fora com este! Solta-nos Barrabás! 19 Barrabás estava no cárcere por causa de uma sedição na cidade e também por homicídio. 20 Desejando Pilatos soltar a Jesus, insistiu ainda. 21 Eles, porém, mais gritavam: Crucifica-o! Crucifica-o! 22 Então, pela terceira vez, lhes perguntou: Que mal fez este? De fato, nada achei contra ele para condená-lo à morte; portanto, depois de o castigar, soltá-lo-ei. 23 Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E o seu clamor prevaleceu. 24 Então, Pilatos decidiu atender-lhes o pedido. 25 Soltou aquele que estava encarcerado por causa da sedição e do homicídio, a quem eles pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à vontade deles. 23.63 Os que detinham Jesus zombavam dele, davam-lhe pancadas e, 64 vendando-lhe os olhos, diziam: Profetiza-nos: quem é que te bateu? 65 E muitas outras coisas diziam contra ele, blasfemando.   Durante seu ministério, embora rejeitado pelas autoridade, Jesus era muito querido pelo povo. Muitos o seguiam e o buscavam para ouvir suas palavras e ver ou experimentar os seus milagres. Ao entrar em Jerusalém uma multidão acompanhava Jesus e prestava homenagens a ele. Nos últimos momentos de sua vida, tudo mudou. O povo que o aclamava foi manipulado e gritou pedindo a sua morte. Ao terem a opção de o livrar, o povo preferiu escolher libertar um homicida. Agora ele é tratado como mais um entre malfeitores. Ele é humilhado, espancado e é alvo de chacota e blasfêmia. A honra do homem-Deus Jesus Cristo foi reduzida a pó. Ele morreu para aquilo que defendemos com todas as nossas forças, a própria honra.   6 A morte da justiça   22.66 Logo que amanheceu, reuniu-se a assembleia dos anciãos do povo, tanto os principais sacerdotes como os escribas, e o conduziram ao Sinédrio, onde lhe disseram: 67 Se tu és o Cristo, dize-nos. Então, Jesus lhes respondeu: Se vo-lo disser, não o acreditareis; 68 também, se vos perguntar, de nenhum modo me respondereis. 69 Desde agora, estará sentado o Filho do Homem à direita do Todo-Poderoso Deus. 70 Então, disseram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? E ele lhes respondeu: Vós dizeis que eu sou. 71 Clamaram, pois: Que necessidade mais temos de testemunho? Porque nós mesmos o ouvimos da sua própria boca. 23.1 Levantando-se toda a assembleia, levaram Jesus a Pilatos. 2 E ali passaram a acusá-lo, dizendo: Encontramos este homem pervertendo a nossa nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser ele o Cristo, o Rei. 3 Então, lhe perguntou Pilatos: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Tu o dizes. 4 Disse Pilatos aos principais sacerdotes e às multidões: Não vejo neste homem crime algum. 5 Insistiam, porém, cada vez mais, dizendo: Ele alvoroça o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui. 6 Tendo Pilatos ouvido isto, perguntou se aquele homem era galileu. 7 Ao saber que era da jurisdição de Herodes, estando este, naqueles dias, em Jerusalém, lho remeteu. 23.8 Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal. 9 E de muitos modos o interrogava; Jesus, porém, nada lhe respondia. 10 Os principais sacerdotes e os escribas ali presentes o acusavam com grande veemência. 11 Mas Herodes, juntamente com os da sua guarda, tratou-o com desprezo, e, escarnecendo dele, fê-lo vestir-se de um manto aparatoso, e o devolveu a Pilatos. 12 Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro. 23.13 Então, reunindo Pilatos os principais sacerdotes, as autoridades e o povo, 14 disse-lhes: Apresentastes-me este homem como agitador do povo; mas, tendo-o interrogado na vossa presença, nada verifiquei contra ele dos crimes de que o acusais. 15 Nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar. É, pois, claro que nada contra ele se verificou digno de morte. 16 Portanto, após castigá-lo, soltá-lo-ei.   Jesus é a Palavra eterna. Ele é o criador da Lei. Ele é a Sabedoria encarnada. Ele é a luz e a verdade. Ele é totalmente justo e santo. Ainda assim, em sua morte, Jesus teve que ser julgado por um tribunal humano corrupto: a convocação foi injusta, as acusações eram injustas, as testemunhas eram falsas e a pena foi absurda. Jesus passou por tudo isso de forma voluntária. A maior injustiça do mundo foi cometida contra ele. A sentença mais louca (matar Deus em uma cruz) foi decidida, mas ele fez tudo isso por nós. Ele deixou sua justiça própria morrer para que pudesse se tornar o justificador dos injustos que creem.   https://en.wikipedia.org/wiki/Jehohanan   7 A morte da cruz   22.33 Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. 34 Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes. 35 O povo estava ali e a tudo observava. Também as autoridades zombavam e diziam: Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido. 36 Igualmente os soldados o escarneciam e, aproximando-se, trouxeram-lhe vinagre, dizendo: 37 Se tu és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo. 38 Também sobre ele estava esta epígrafe [em letras gregas, romanas e hebraicas]: Este é o Rei dos Judeus. 22.39 Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. 40 Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? 41 Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. 42 E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. 43 Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. 22.44 Já era quase a hora sexta, e, escurecendo-se o sol, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona. 45 E rasgou-se pelo meio o véu do santuário. 46 Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou. 47 Vendo o centurião o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Verdadeiramente, este homem era justo. 48 E todas as multidões reunidas para este espetáculo, vendo o que havia acontecido, retiraram-se a lamentar, batendo nos peitos. 49 Entretanto, todos os conhecidos de Jesus e as mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia permaneceram a contemplar de longe estas coisas. 22.50 E eis que certo homem, chamado José, membro do Sinédrio, homem bom e justo 51  (que não tinha concordado com o desígnio e ação dos outros), natural de Arimateia, cidade dos judeus, e que esperava o reino de Deus, 52 tendo procurado a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus, 53 e, tirando-o do madeiro, envolveu-o num lençol de linho, e o depositou num túmulo aberto em rocha, onde ainda ninguém havia sido sepultado. 54 Era o dia da preparação, e começava o sábado. 55 As mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. 56 Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos.   É possível na internet ver fotos de crucificações que ainda ocorrem, especialmente contra cristãos, em alguns lugares do mundo. Tais fotos são terrivelmente feias e perturbadoras. (https://en.wikipedia.org/wiki/Crucifixion) Os primeiros leitores dos evangelhos conheciam crucificações. A maioria já tinha visto uma crucificação ao vivo e sabiam o horror de tais cenas, a vergonha e o sofrimento absurdo do  crucificado. A crucificação surgiu como a forma de tortura e pena de morte mais violenta, vergonhosa e feia. Era o instrumento de Roma para manter a “pax”. Não era vista com orgulho e não era permitida a cidadãos romanos, mas somente aos povos dominados e àqueles acusados de traição contra a nação. Veja esse pequeno trecho de uma descrição médica da crucificação: Depois de algumas horas o coração começava a falhar, os pulmões entravam em colapso e se enchiam de fluido, o que diminuía a entrega de oxigênio aos tecidos. A perda de sangue e hiperventilacão se combinavam e causavam desidratação severa. Depois de um período de diversas horas a combinação de pulmões em colapso, coração fraco, desidratação e a inabilidade de conseguir suprimento adequado de ar para os tecidos dos corpo causavam a morte eventual da vítima. A vítima, na verdade, não podia respirar adequadamente e vagarosamente sufocava até morrer. Em casos de estresse cardíaco severo, como o da crucificação, o coração da vítima podia até mesmo romper. http://mudpreacher.org/2012/04/03/the-crucifixion-of-jesus-in-excruciating-detail/ Jesus Cristo, Deus encarnado, o Senhor da Glória, o Cordeiro-Leão vitorioso de Apocalipse passou por tudo isso por amor aos pecadores que nele crêem.   Conclusão   Jesus não é simplesmente um Tiradentes ou um John Kennedy, e tantos outros mártires mortos por uma causa nobre. Jesus é o próprio Senhor Deus encarnado. Todas as mortes que ele enfrentou foram mortes do Deus encarnado que veio ao mundo para salvar pecadores. Eu e você não estávamos lá e não participamos da morte histórica de Jesus. Mas na nossa maneira de viver, fazer escolhas e nos relacionarmos com Jesus podemos, de alguma forma, matá-lo novamente. Ao escolhermos a nós mesmos em vez do Reino, nossos planos em vez dos dele, nossos sonhos em vez do serviço ao corpo dele, estamos virando as costas novamente ao nosso Salvador. A morte de Jesus foi exemplar: eu e você somos chamados a tomar a nossa cruz (Lucas 9.23-26) e negarmos a nós mesmos se quisermos seguir adequadamente a Jesus. A morte de Jesus foi substitutiva. Ele sofreu essas mortes e, principalmente, sofreu a morte final para tomar sobre si a condenação que era nossa, a fim de que nós usufruamos da salvação e recompensa que ele conquistou pela sua obra. Jesus morreu na cruz por pecadores! Ele morreu por todos os que crêem nele. Creia em Cristo Jesus como seu Salvador. Ele é o cordeiro perfeito de Deus que purifica o homem do pecado. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8.1). Deus seja louvado por tamanho amor! A morte de Jesus não foi definitiva. Ele ressuscitou. Ele venceu a morte. Jesus matou a morte. E ele voltará para reinar nessa terra transformada. Deus seja louvado! Cristo seja exaltado! Maranata!

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