Um bate-papo prático sobre revitalização de igrejas

Hoje (30/03/2017) tive o privilégio de almoçar com um pastor que é especialista em revitalização de igrejas, Dick Louizeaux. Ele plantou uma igreja que cresceu de 5 até 1000 pessoas e depois passou a ser consultor para revitalização de igrejas, tendo participado do processo de revitalização de mais de 50 igrejas.

Ele disse que as igrejas que crescem hoje nos EUA são as missionais, ou seja, aquelas que em vez de fazerem programações dentro da igreja, conscientizam os seus membros a servirem a sociedade como voluntários e os transforma em missionários.

Essa igreja que consegue mudar de rumo depois de estar em um caminho de morte, é aquela que adéqua a pregação de seu culto principal às pessoas de fora da igreja e usa outros eventos (Escola Bíblica Dominical, pequenos grupos) para aprofundar o ensino para os cristãos. Ele me desafiou perguntando se Jesus pregava expositivamente para a multidão…

A ideia é que se a igreja quer crescer por meio de conversões, precisa pensar naqueles que estão fora, adequando nome, músicas, horários, departamento infantil etc. à nova geração.

Eu perguntei a ele se o pastor deve também ir aos lugares fazer missões ou se deve ser aquele que leva o seu povo a fazer isso. Ele me disse que quando um pastor vai a algum lugar fazer missões, ele é normalmente recebido com ceticismo, pois recebe salário para fazer o que faz. As pessoas duvidam que ele esteja querendo estabelecer um relacionamento verdadeiro, pensando que ele o está fazendo apenas por obrigação. Assim, é melhor que o pastor leve seus liderados a se envolver como voluntários na sociedade, enquanto ele mesmo faz missões com seus vizinhos, colegas de academia, etc., e lidera o seu povo a viver de maneira missional.

Perguntei-lhe quantas vezes em seu trabalho de revitalização a igreja manteve o pastor que já estava lá. Ele disse que nenhuma vez isso aconteceu, pois os pastores são os grandes responsáveis pela estagnação e falta de saúde das igrejas. Na opinião dele, muitos pastores são maus líderes e não sabem se relacionar muito bem com as pessoas, nem gerir uma equipe.

Saí de nossa conversa muito pensativo. Na realidade americana as denominações estão minguando drasticamente enquanto igrejas mais contemporâneas (emergentes, missionais) estão crescendo muito. Ainda que à distância, parece que estamos caminhando na mesma direção no Brasil. Até que ponto as denominações históricas e igrejas tradicionais realmente têm que mudar? Será que em um processo de mudança tão radical não corremos o risco de perder o essencial que nos define como igreja? Será, por outro lado, que a solução é continuar fazendo tudo como há 50 anos atrás e continuar experimentando um crescimento pífio? Que Deus nos dê sabedoria para liderar o seu povo.

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