Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e faze-a conhecida!

ImageO livro do profeta Habacuque contém uma história muito curiosa. No começo do livro o profeta faz uma oração ao Senhor pedindo-lhe que interviesse na situação de extrema letargia espiritual que seu povo, de Judá, vivia (Hc 1.1-4). Então, Deus responde dizendo que despertaria os babilônios, povo forte e violento, para punir os judeus por seus pecados (Hc 1.5-11). Por causa dessa resposta inesperada, Habacuque ora mais uma vez a Deus, queixando-se da metodologia de Deus de fazer justiça e ensinar ao seu povo os caminhos pelos quais deveria andar: “Por-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa” (Hc 1.12 a 2.1). A queixa do profeta era porque ele achava injusto que Deus utilizasse para punir Judá um povo ainda mais pecador do que os judeus. A essa oração do profeta (imaginem que diálogo esse!) Deus responde dizendo que, sendo Senhor dos Exércitos, ele, Deus, tem o direito de fazer o que quer com as nações, seu objetivo é dar-se a conhecer (Hc 2.14) e ninguém tem o direito de duvidar da justiça de suas decisões soberanas (Hc 2.2-20).

Finalmente o profeta Habacuque entende o recado de Deus e submete-se à sua soberana vontade com uma linda oração que começa assim: “Tenho ouvido, ó SENHOR, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó SENHOR, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia.”. O profeta também fala sobre os feitos de Deus na história e termina com as célebres palavras: “Ouvi-o, e o meu íntimo se comoveu, à sua voz, tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus ossos, e os joelhos me vacilaram, pois, em silêncio, devo esperar o dia da angústia, que virá contra o povo que nos acomete. Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação.” (Hc 3.1-19)

Vivemos em uma sociedade maliciosa e em um país corrupto. O mundo, a carne e o Diabo, com todas as suas forças, tentam nos desanimar, assediar e desviar do caminho. No meio evangélico há corrupção, escândalos e abundância de falsos mestres e ventos de doutrina. Por tudo isso, é necessário que o próprio Deus intervenha em nossa sociedade, em nossa Igreja e em nós. A não ser que Deus nos avive, não seremos sal, nem luz, nem puros. A não ser que o próprio Deus torne a sua obra conhecida, nenhuma investida evangelística que fizermos dará resultados. Portanto, seguindo o exemplo de Habacuque, coloquemo-nos na torre de vigia e em constante oração clamemos: Aviva a tua obra e faze-a conhecida, em Cristo. Amém.

Pastor João Paulo Thomaz de Aquino

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